FabLabs para Inovar na Educação

Em reunião na quarta-feira passada, um momento fantástico de aprendizagem, a ouvir Miquel Carreras. Um professor que, em Barcelona, estruturou a escola onde trabalha com um FabLab abrangente, na escola de zona problemática, para dar resposta aos alunos que, perante um projecto complexo, são excelentes, mas nas aulas curriculares um desastre. E também aos outros, que se aguentam nas curriculares, e precisam de algo mais que os estimule a desenvolver aprendizagens autónomas. Fabuloso projeto, que parte daqui: projeto Fab2Learn. A culpa desde momento de aprendizagem foi do António Gonçalves, coordenador do nosso LAB Aberto, com o qual se aprende o que é que é isso de FabLab. Pista: não, não é um espaço com impressoras 3D e CNCs. O importante é o que se faz nele, e as culturas de partilha que gera. Também em Torres Vedras decorreu uma sessão de apresentação das linhas-guia da robótica no âmbito do projeto Introdução à Programação 1CEB, numa sessão conjunta da ANPRI e do Clube de Robótica de S. Gonçalo. Algo que também envolve a necessidade de inovar na educação, e de o fazer de forma independente de soluções empresariais. Nestes dias lêem-se por aí muitos comentários, a maior parte entre o apreensivo e o negativo, sobre o novo perfil do aluno e o currículo para o século XXI. Muitos refletindo uma profunda apreensão pelo não perceberem o como fazer. Se quiserem pistas para trazer a educação para o século XXI (que como Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI, recordou e muito bem que já vivemos nele há dezasseis anos, e ainda estamos em falar de nos adaptar ao que virá aí), podem olhar um pouco para o que se anda a fazer nos FabLabs e cultura maker. Não será a única vertente, claro, mas pode dar um excelente contributo para ideias e metodologias de trabalho. E temos de nos adaptar ao que vem aí, como observou muito bem Jaime Rei, coordenador do Clube de Robótica de S. Gonçalo, pois não o fazer é prestar um mau serviço aos nossos alunos. Foi uma tarde muito produtiva. E cá por nós, não nos importaríamos nada que os ayuntamientos da zonas onde trabalhamos oferecessem impressoras 3D a todas as escolas. Parece que em Barcelona isso aconteceu…

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